sábado, novembro 30, 2013

Já alguém vos tinha dito que se podem reproduzir sem uma anilha no anelar esquerdo?

Hoje estou numa onda Carrie Bradshaw. E o que é a onda Carrie Bradshaw? Consiste em escrever um post sobre sexo ou relações que começa ou/e acaba com uma pergunta. Aqui vai.
Nunca vi tanto casamento como este ano. Será que o pessoal se sente constrangido de passar dos 30 e continuar solteiro? Whatever...
Antigamente, quando a Igreja Católica tinha uma influência real na sociedade Portuguesa, transmitia-se às meninas aquela pérola da hipocrisia: Casar virgem!
Acho que nunca se saberá ao certo, a dimensão da frustração e recalcamentos que esta palhaçada provocou.
Ora bem, isto pressupunha que os filhos só podiam nascer após o casamento.
Hoje em dia, casar virgem é ridículo. Talvez exista algum número residual de fanáticos religiosos que guardam a castidade para quem assinar o contrato com eles, mas vou ignorá-los assumindo que é mesmo um número residual.
Como devem saber, a Igreja Católica (ainda) não admite o uso de contraceptivos. Sexo serve pura e simplesmente para procriar.
O que eu acho engraçado é que continuo a ver muita, muita gente a engravidar pouco tempo após o casamento. E não percebo. Não consigo perceber porque é que se ignoram algumas normas da moral Católica, mas há outras que se cumprem escrupulosamente. Ou seja, se podiam usar contraceptivos antes do casamento e estavam a pecar, que diferença faz parirem sem contraírem matrimónio? O pecado está cometido! Perdido por 100, perdido por 1000...
E para ajudar, muitas destas pessoas viveram juntas antes de casarem! Porque é que esperaram até o papel estar assinado para se reproduzirem?
Ah, esperem, a sociedade ainda julga as mães solteiras. Mesmo quando o pai da criança merece esse nome e comporta-se como tal... elas continuam a suportar o peso de se terem reproduzido sem terem o papelinho assinado. Todas sabemos que, antes casada com um imbecil que ignora a descedência, que amantizada com uma pessoa normal que desempenha efectivamente o papel de pai.
Atenção que não tenho nada contra o casamento. Consigo compreender perfeitamente que as pessoas desejem casar, comprar um vestido de princesa, celebrar uma relação feliz e bem sucedida e juntar toda a família e amigos para testemunharem esse momento.
Só não consigo perceber porque é que as pessoas que desejam ter filhos só o fazem depois de estarem casadas... Há alguma razão jurídica? Ou é precisa toda uma cronologia igual para todos?

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