sábado, maio 24, 2014

Abstenção não é revolta, é desinteresse!

Amanhã há Eleições Europeias e já li imensas intenções de abstenção como "voto" de protesto.
Metam na cabeça, de uma vez por todas, que a abstenção não pode ser interpretada como protesto. Aliás, a abstenção pode ter tantas razões que não pode ser interpretada: está sol, está chuva, foi atropelado a caminho do local de voto, esqueceu-se que havia eleições, deixou tudo para a última hora e apanhou a mesa de voto fechada, não quer saber de nada e se vivesse numa ditadura era indiferente, não concorda com a partidocracia, é anarca, imigrou mas continua a votar em Portugal, entrou em trabalho de parto ao sair de casa para votar, apanhou salmonelas e não consegue sair da casa de banho...
As hipóteses são tantas que o abstencionista não pode esperar que se use uma bola de cristal para se dividir a abstenção em abstenção dos preguiçosos e abstenção de desiludidos e revoltados.
O voto em branco é o voto de protesto. É ir lá demonstrar que nenhum dos Partidos serve, que não há nenhum que represente o eleitor.
Por isso, vão lá e votem. Seja num partido ou seja em branco... Mas votem! Se não votarem, é só a democracia que perde.

2 comentários:

Anónimo disse...

Democracia?.....

Aonde?.... Em Portugal?.... Não brinque com coisas sérias...

A pandilha política instalada faz a pedagogia da importância do voto com a estridência de quem sabe que este, qualquer que seja o seu sentido, acaba sempre por legitimar a plutocracia que nos saqueia. Eu não entro na farsa….

Inês Oliveira disse...

A pandilha agradece que se demita das suas obrigações cívicas.
Nestas eleições apresentaram-se 16 partidos. Essa plutocracia é legitimada por quem se abstem ou por quem insiste em votar sempre nos mesmos.